quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Qual é a credibilidade do palhaço?!





Qual é a credibilidade do palhaço?!

Apenas minha vã opinião sobre o velho ladrão de mulher!

Diz a lenda que a maquiagem foi uma invenção do diabo para enganar o homem. Mas... o âmago da questão, talvez só tangencie pelas cores, pelas sombras, ou perucas.

É chegado o momento, que desconfio termos mais palhaços que risos!

Sim! 
E digo isso com um leve sorriso de tom sarcástico, aquele de canto de boca mesmo, ainda que não tenha parado de digitar por um só segundo, com a mente povoada de clássicos circenses que nos rodeiam cotidianamente.

Talvez nem caibam em uma única classificação. Arrisco centenas, talvez milhares… Sei lá!

Eu mesmo já me peguei rotulando vários desses nossos amiguinhos coloridos.

O palhaço da padaria… Aquele que te fechou numa manobra tão palhaça quanto ao autor da proeza automobilística. Há aquele palhaço do planalto, ou o engraçadinho que resolveu garfar o seu time, mas sem dúvidas, aquele mais nocivo e quase sem graça desses e de vários outros gêneros… é aquele que “acha ser engraçado”.

O capital do palhaço é a graça! E consequentemente, o converte em sorrisos – o que o sustentará e servirá de investimento para o fomento deste capital.

No topo da pirâmide palhacística está aquele de maior capital – o ENGRAÇADO. Este é aquele que, basta abaixar para pegar algo e, logo danamos a rir! Transpira verdade na palhaçada!

Ao passo que aquele na base com pouco capital (A graça) está o DESGRAÇADO. Este… Tenta, tenta e tenta ser engraçado e quando consegue a menor graça que seja... logo em seguida a perde por peçonha!

O picadeiro lhe cai bem!! Lá ele se sente à vontade, dá duas cambalhotas, fala muitas bobagens e ainda é aplaudido.
O Respeitável público, já não o reverencia como antigamente! O cenário, sua própria imagem e contextos são propositadamente exacerbados, caricatos para que ele consiga passar sua verdade, sua credibilidade quase inócua.

Uma caricatura da realidade, perigosamente o leva a uma confusão da compreensão do entorno. Talvez seja a síndrome da maquiagem vitalícia (SMV). E isso não tem graça.

Então só aí ele começa a perceber a grande palhaçada que é não ter graça! O público já o conhece bem. Ele usa várias máscaras, possui inúmeras caras, perucas, tenta uma nova plateia, mas o batido discurso de marmelo, o seu tradicional e imutável nariz vermelho… os denunciam!

É… vida de palhaço não é mole não! Nem mesmo o tal perfil itinerante o faz abandonar suas raízes.

Mas… apesar dos tropeços, ora em seus próprios suspensórios avantajados, ou de sua língua enorme, ora motivados por seus enormes sapatos milimetricamente deformados, lá no fundo, mas bem no fundo mesmo, ele ainda tem um resquício de graça! Não àquela de rir com ele, mas a única que lhe restou… a de rir dele!
É amigo palhaço… enquanto você acha que está fazendo graça... Estão se divertindo, e muito, às suas custas!!

Desculpem-me a palhaçada! Não resisti!

Meu bom palhaço… Esqueça o trapezista, a mulher barbada, o mágico, ou o domador de leões, cada um tem sua própria vida, sua própria credibilidade – que por si só já é difícil de administrar, imagina manchada de maquiagem?! São apenas diferentes de ti!

Eiiiiii…Relaxa aí... Seu nome não é Ary!! he he he

Lembre-se de sua nobre missão na Terra… O sorriso!

Senhor palhaço, por favor, permita-me deixar um conselho…

Preserve os fãs que lhe restam, porque eles não estão preocupados com o seu nível de graça, mas verdadeiramente com você e sem eles, a lona cai!

The show must go on!!!

Você é mais que isso!

Ah! E agora já pode até tirar o nariz vermelho, ok?! he he he

Carlos Montalvão

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