quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Causo 1 - GEMA ATLETA!!



Causo 1 - Gema atleta

** Minha homenagem (tenho muitas outras!) ao meu querido amigo e irmão...**

Tááá! Sei que o Gema não vai ficar muito contente, mas... Prometi contar, então... Relaxe e aproveite para relembrar e dar umas boas risadas com este “causo” VERÍDICO, ou não! 

Não se zangue! É uma singela e divertida homenagem!!

Bem...

Aniversário da minha querida amiga Rê. Não uma comemoração qualquer, mas sua festa de 15 anos! Sonho!! 

Festa maravilhosa!!!

Anos 90 e, muitas amigas estavam completando 15 anos. (Iiiih… denunciei a idade!! He he he) E passarão por aqui também! Preparem-se!! he he. Acredito que fomos a todas. Mas este, especialmente, além de ter sido muuuuito show – não só pela festa, mas pelo nosso SHOWMAN!

************************** Um adendo, muito bem lembrado pelo Pedro, hoje (13/03/2016)...

Nosso showman estava tão empolgado nesse dia, que tuuuuudo para ele era motivo (e antes que você imagine algo... Não, ele não estava bêbado!!) Num dado momento da festa, uma parte especial e de muita emoção da aniversariante... Havia um hiato para algumas palavras da debutante com direito a telão e sistema de som para alcançar todos os convidados.

Sente o drama... No discurso, a Rê deu uma pausa, um pouco mais extensa... e o silêncio foi quebrado por quem?!?!?

Siiiiiiiiiiiiim!!!!!

Claro que foi ele!!! Num instante de pura empolgação!! he he

No ápice da festa...Todos compenetrados no discurso de 15 anos e de repente...
CLAP... CLAP... CLAP... CLAP!!! ...Fiiiiiiiiu... fiiiiiiiuuuuu...

Cara... Como eu queria ter esse vídeo!!! O câmera tirou o foco da Rê voltando sua mira para o engraçadinho aplaudindo e assobiando sozinho e, TODOS na festa num mesmo gesto voltaram-se para ele na meiúca dos convidados... Só faltou aquele foco de luz!! he he.

Pooooorra... O cara ficou conhecidão na festa!!!

Adivinharam!!! Ele mesmo!!! GEMA... nosso SHOWMAN!!!!

E... depois da Rê se recuperar de tanto rir... pôde terminar seu discurso!!

Ôôôô!!!! he he he... E isso era só o começo! Continuem a ler!!! ***************************************************************************************
Muito antes das tramas da novelinha Malhação, nós já tínhamos as nossas. Para esses eventos, sempre nos reuníamos no QG (Quartel General) – na casa do Fabio. 

Sempre! Tradição! Então... Sábado, algumas horas antes da festa nos reunimos no QG - Eu, Fabio, Gema, Pedro e Gui... enfim, a cúpula da Máfia!

Normalmente íamos de táxi, ou de carona com algum pai, ou mãe de um dos colegas. Portanto... a volta não era diferente. 

Combinávamos para voltar juntos para o QG e, no dia seguinte, cada um voltar para sua casa. Após valsas, drinks e etc... Fim de festa e, lá estávamos todos reunidos para o regresso. Surgiu uma oportunidade de carona não planejada em uma Belina da mãe do Bruno Minotauro (outro amigo muito querido! Saudade, mulek!!) – altas horas da madruga somadas a uma caçamba enorme da Belina... Bingoooo!! 

Vamos nessa!!
Fabio logo gritou: - Galera vambora!! Nem tem mais táxi!

Valeu!! E inesperadamente... escuto uma voz grave ao fundo:
- AÊÊÊ... VOU FICAR, Fabio!!! Amanhã apareço lá!! Disse Gema no auge da marra!!

Fabio insistiu: - Gemaaa, tem certeza?!!? Vambora, caaara?!?

Gema: - Tenho sim. Pode ir tranquilo! Me garanto!!! (de novo… na marra!)

Fabio finalizou: - Valeu então!! Vambora, galera!! Fomos!!

E assim foi. Aproveitamos aquela carona amiga em parte do percurso e logo chegamos ao QG. Só para situar o leitor, o QG ficava na Tijuca e a Festa havia sido no Encantado – quem mora no Rio sabe que a distância não é tão grande, mas não é sinônimo de perto!

Sei lá!! Já se passavam três horas que havíamos chegado e todos, sem exceção, dormindo, quando toca o interfone e Fabio corre assustado para atender deve ser o Gema. Logo em seguida ele volta ao quarto e tenta nos prevenir:

- Aí galera... É o Gemaaa!! Tentem não zoar, ok??!!
Pôôôôôrraaaaa!!! Esse cara é meu ídolo!! Gritava às gargalhadas, Pedro.

Deve ter vindo de táxi! – Supunha, Fabio.

Cara... Só sei que quando vi a cara do Gema... O moleque estava com os olhos fundos, pálido, com aquela cara de fome, um tanto quanto esbaforido e... mais baixo!!

Mais baixo?!

Siiim! Mais baixo! O cara havia gasto toda a sola dos sapatos. Ele veio an-dan-do!

Sééério!! E... seria trágico, se não fosse cômico!

Quando ele começou a contar a história... Ninguém mais dormiu!

Geeema, por que você não veio de ônibus?!
“ - Não passava nenhum pra cá!”

E táxi?!
“ - Também, não. E nem teria dinheiro para o bandeira 2!”

E como você sabia o caminho para chegar aqui a pé?!
“ – Bem… É uma longa história… (E o engraçadinho do Pedro sussurra: - E uma longa distância também!! He he)

Pooooorra, Pedro!!! - Todos gritaram ao mesmo tempo!

Foi maaaaal, não resisti! – Pedro tentando se desculpar.
Então… - Falou mais alto, Gema.

- Já estava há mais de uma hora no ponto e… nada de ônibus! Então olhei a placa indicando sentido Tijuca. Pensei… Vou andando e se passar um ônibus faço sinal e tento pegá-lo!

Brilhante ideia, mas na prática…
- Estava eu andando o mais rápido que meus sapatos e calças sociais me permitiam e com o silêncio da madrugada, conseguia escutar o ônibus e então me preparava e me situava para avistar o ponto mais próximo (nunca estava próximo!). Fazia sinal, o motorista dava a entender que pararia e… NÃO parava! Mas eu continuava a correr, pelo menos, mais alguns, ou melhor, muitos metros atrás dele – enquanto minhas pernas e pulmões aguentavam para garantir que estava no caminho certo.

Então... entre um ônibus e outro – meu período para recuperar o fôlego – andava um pouco mais lento, as pernas queimavam e já não sentia mais meus pés. A esta altura, já estava com a camisa toda aberta e ensopada de suor e a calça, ao melhor estilo pescador!

- E aí…

Não sei se devo falar?!

Pedro logo indagou: - Meu Deus… Te violentaram?!?

- Nããão, porraaaa!! Graças a Deus, isso não! – Elucidando categoricamente, Gema.

- Não riam…

Passou o terceiro ônibus e… Gastei meu último salgadinho de energia atrás dele e o desgraçado não parou também!

Perguntamos então: …E táxi?!
- Aí já não precisava mais. Já estava a um quarteirão daqui!

Pelo menos eu vi o amanhecer!!

Ai foi geral: Aha ha ha haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!

Agora eu sei quem inspirou a série “The Walking dead!”

Porra… é por isso que eu amo esses caras!! Que senso de humor depois da peregrinação mais bizarra que já vi!

E essa foi apenas uma das inúmeras pérolas da fábrica muito produtiva do Gema!!

PS: Para os incrédulos… Ele hoje corre maratonas de rua!!! He he he (É sério!!)

Agora entendo perfeitamente seu método (visionário) de treino!!! He he he. 

Abraço, meu irmão!!!

Carlos Montalvão

AS FÉRIAS


AS FÉRIAS

Ah as férias!
Não há estudante que não pense nelas ao longo do ano! Pipa… bola… Bola… Pipa… Video Game… he he he

Obviamente não se finda, ou se restringe somente a isso!! 

Claro que não!

Estou falando de um período anterior a este tecnológico e de redes sociais que vivemos hoje!

Passeávamos… Viajávamos… Curtíamos sem nos preocupar com os ladrões de tempo… os zaps da vida… Facebook… e-mails… Tudo muito conectado, mundo on line… Full time… ZUMBILÂNDIA!!!

Eu?!
Curtia pacas!!! Futebol na rua… Até altas horas da madruga!!!
Pipa?! Até escurecer!! Minto… Por vezes… noturno!! He he
VIDEO GAME com meu inseparável irmão!!! Primos... Primas... Só viciados!!! he he

Mas… Nem só disso as férias se sustentam…

Cara… Graças aos meus tios… Minhas férias sempre davam ótimos enredos e temas de redações!! Desenhos!!!

Ora Arraial do Cabo… Angra… Paraty… Ponta Negra… Ora Iguaba… Ilha Bela… Fernando de Noronha… Natal… mas nessa crônica me atenho para as cidades serranas!!!

Ooooo… Como eu gostava!! Adoro aquele friozinho! Vocês já repararam como a natureza por lá parece sorrir!! Te seduzir!! 

Linda!!

Muitos Hoteis Fazenda, Clubes… ambientes e pessoas fantásticas!

Aaaah, cara… Como eu adorava!!! Verdadeira paixão serrana!!

A única regra era: Passou… Viajou!! Simples assim!! Malditos Fevereiros… tiraram-me de algumas! He he

Mas… Bastava escutar: “Blá… blá… blá… Final de ano… 
Teresópolis… blá blá blá… Petrópolis… bla´blá blá!!” He he he

Euforia nível 9!! Luz acesa… Livros abertos… Estudando como um louco em 3.. 2… 1!!

Quem estuda, ou estudou… Sabe o que é isso! Ah… sabe!
Além de todos esses estímulos já citados… Não sei se já mencionei… Como era florida a simpática Teresópolis!! Seus doces, biscoitos, pães, clima… A casa da Tia Arlita… (Que saudade!)

Ôôôô!!!
Chegava a sonhar que estava indo para lá… Contava os dias… Ficava ansioso… Me preparava!!

Você deve estar se perguntando… “Porra… O que tem de tão especial, esse lugar?!”

Senhores…Eis que vos afirmo… Havia!!! Particularmente para mim!

Voltava mais criativo… Sensível… Voraz e querendo sempre mais!!

Ah… as rosas!!

Eu sempre expressei tudo que sentia através dos meus desenhos e dos meus textos, então os enriquecia de outros sentidos capturados… Seu cheiro, sua textura marcante, suas formas delicadas, mas havia espinhos, enfim… A complexa perfeição da natureza!!

Puro torpor!!
Sabe o que é mais louco… Acho que havia uma tímida retribuição! Sei lá!!

A propósito… Parabéns à Mãe Natureza!!! Que Obra de Arte!! Até hoje em dia fico boquiaberto! Wow!!! Espetáculo!! 

Deus CAPRICHOU!!!

Já na entrada da cidade… sentimos sua presença!
No auge da minha pseudo-intelectualidade introvertida e pueril, não conseguia um canal de comunicação mais estreito (sempre fui muito urbano), certo de que ainda não nutria das habilidades de um especialista, claudicante contemplava vossa beleza com certo distanciamento platônico, até para tentar evitar uma possível síndrome de 

Cyrano!! He he

Táááá… Portador convicto! He he he
Ah a natureza… Por vezes tão Roxanística e outras tão Rodrigueana!

C’ est la vie!!! Complexo como a vida. A vida como ela é!
Por que não fui mais Rodrigueano?!?!

Certezas… Acho que nunca as terei!

Enfim… Todo artista sabe que uma vez gravada na retina… Na alma está ad aeternum!

Ah as rosas!!

Aprendi a duras penas ano após ano, crescendo, sem querer distanciando e perdendo… que Cartola é gênio e, sim... Elas não falam! Simplesmente elas exalam o perfume que roubam de ti! E como exalam!!

Ah as rosas!!

Aaaaah… As Rosas!!!!

Ah as aulas!!

Fim de férias!!!

Carlos Montalvão

Qual é a credibilidade do palhaço?!





Qual é a credibilidade do palhaço?!

Apenas minha vã opinião sobre o velho ladrão de mulher!

Diz a lenda que a maquiagem foi uma invenção do diabo para enganar o homem. Mas... o âmago da questão, talvez só tangencie pelas cores, pelas sombras, ou perucas.

É chegado o momento, que desconfio termos mais palhaços que risos!

Sim! 
E digo isso com um leve sorriso de tom sarcástico, aquele de canto de boca mesmo, ainda que não tenha parado de digitar por um só segundo, com a mente povoada de clássicos circenses que nos rodeiam cotidianamente.

Talvez nem caibam em uma única classificação. Arrisco centenas, talvez milhares… Sei lá!

Eu mesmo já me peguei rotulando vários desses nossos amiguinhos coloridos.

O palhaço da padaria… Aquele que te fechou numa manobra tão palhaça quanto ao autor da proeza automobilística. Há aquele palhaço do planalto, ou o engraçadinho que resolveu garfar o seu time, mas sem dúvidas, aquele mais nocivo e quase sem graça desses e de vários outros gêneros… é aquele que “acha ser engraçado”.

O capital do palhaço é a graça! E consequentemente, o converte em sorrisos – o que o sustentará e servirá de investimento para o fomento deste capital.

No topo da pirâmide palhacística está aquele de maior capital – o ENGRAÇADO. Este é aquele que, basta abaixar para pegar algo e, logo danamos a rir! Transpira verdade na palhaçada!

Ao passo que aquele na base com pouco capital (A graça) está o DESGRAÇADO. Este… Tenta, tenta e tenta ser engraçado e quando consegue a menor graça que seja... logo em seguida a perde por peçonha!

O picadeiro lhe cai bem!! Lá ele se sente à vontade, dá duas cambalhotas, fala muitas bobagens e ainda é aplaudido.
O Respeitável público, já não o reverencia como antigamente! O cenário, sua própria imagem e contextos são propositadamente exacerbados, caricatos para que ele consiga passar sua verdade, sua credibilidade quase inócua.

Uma caricatura da realidade, perigosamente o leva a uma confusão da compreensão do entorno. Talvez seja a síndrome da maquiagem vitalícia (SMV). E isso não tem graça.

Então só aí ele começa a perceber a grande palhaçada que é não ter graça! O público já o conhece bem. Ele usa várias máscaras, possui inúmeras caras, perucas, tenta uma nova plateia, mas o batido discurso de marmelo, o seu tradicional e imutável nariz vermelho… os denunciam!

É… vida de palhaço não é mole não! Nem mesmo o tal perfil itinerante o faz abandonar suas raízes.

Mas… apesar dos tropeços, ora em seus próprios suspensórios avantajados, ou de sua língua enorme, ora motivados por seus enormes sapatos milimetricamente deformados, lá no fundo, mas bem no fundo mesmo, ele ainda tem um resquício de graça! Não àquela de rir com ele, mas a única que lhe restou… a de rir dele!
É amigo palhaço… enquanto você acha que está fazendo graça... Estão se divertindo, e muito, às suas custas!!

Desculpem-me a palhaçada! Não resisti!

Meu bom palhaço… Esqueça o trapezista, a mulher barbada, o mágico, ou o domador de leões, cada um tem sua própria vida, sua própria credibilidade – que por si só já é difícil de administrar, imagina manchada de maquiagem?! São apenas diferentes de ti!

Eiiiiii…Relaxa aí... Seu nome não é Ary!! he he he

Lembre-se de sua nobre missão na Terra… O sorriso!

Senhor palhaço, por favor, permita-me deixar um conselho…

Preserve os fãs que lhe restam, porque eles não estão preocupados com o seu nível de graça, mas verdadeiramente com você e sem eles, a lona cai!

The show must go on!!!

Você é mais que isso!

Ah! E agora já pode até tirar o nariz vermelho, ok?! he he he

Carlos Montalvão

O GOL, O COCO e...




Um coco, um gol e… shiiiiiiiiit!!!!

Sei lá!!

Acho que devia ser mês de março nos idos de 90… 91…

Calor pra cacete ao longo do dia e a tardezinha… ventos e por vezes uma ou outra pancada de chuva!

Era mais uma daquelas tardes tranquilas de aula, na nada bucólica sede do Colégio Pedro II – Unidade Engenho Novo… Lembro que no dia em questão, para variar, estávamos na quadra na tradicional pelada de atrasar aula!!

Porra cara!!! Quem curte, ou curtiu sabe quando a pelada flui…
Essa era uma dessas épicas!! Até quem estava de fora… vibrava a cada lance… Ninguém conseguia subir! O sinal já havia tocado pela segunda vez findando o recreio!

E bola rolando e… até que o terceiro sinal – só que dessa vez tinha careca e bigode – Siiiimm… Ele mesmo!!! Seu Sérgio!!
SU BIN DOOOOOOOOÔÔÔ!!!!! Mas de boa… Até sorriu para a gente!!!
Uma galera correu para o vestiário, outra subiu direto, enfim…

Pelada finalizada!

Nós… Subimos direto, ainda que ensopados de suor, calças ainda arregaçadas, camisas com apenas dois botões fechados e a única certeza… almas lavadas!!

Mas…

Não acha que tudo está parecendo muito perfeito?!?!
Sabe aquela sensação que a qualquer momento poderia dar alguma merda?!?!
Pois é!!!

Mas…
Até o momento… NADA!! Incrível!!!

Tááá… Para ninguém me chamar de mentiroso, ou parar de ler o texto aqui…
Antes de entrar na sala… Passamos no banheiro do andar para lavar o rosto, os braços e ajeitar o uniforme surrado em função do jogo… retardando ainda mais nossa chegada à sala e então, o primeiro aviso dos céus!!!

Meus amigos…

Esqueçam definitivamente esse papo de perfeição!!!

Na porta da sala… Entreaberta… alguém viu que a professora já estava em sala e, em aula. Éramos uns seis, ou sete da mesma turma… Não havia como não ter chamado sua atenção.
Sinceramente… Não lembro quem chegou primeiro na porta, enquanto o resto da galera estava chegando.

A professora não estava animada em deixar-nos entrar, mas… perder dois tempos de aula não estava nos planos, quando algum engraçadinho fala mais alto no corredor, ao visualizar a professora na porta…
“Iiiiiiiiihhhh… Dente de Sabre Mamute… Puxa Vida!!!”
FÓÓÓÓÓDEU!!!!

E ela…

NÃO ENTENDEU NADA e AINDA RIU!!!!

É mole!!???

E tenho quase certeza que foi isso que a fez liberar nossa entrada!!
Ufa!! Inglês não era muito a nossa praia…
Nessa brincadeira… já havia se passado mais da metade do primeiro tempo de dois!
Bem… com cada um de nós já nas suas devidas carteiras, a professora, num ar irônico se vira para a turma e solta:
“ – Ainda há mais algum atleta que não chegou?!?!” - terminando com seu característico yellow smile!!!

Em uníssono: - Nããããão!!!!! - respondemos!!
“ – Well…” – Virando-se de novo para o quadro e então continuar a aula.

Caaaaaaaara…

As janelas abertas deixavam entrar parte dos ventos fortes daquela tarde, quando… Pooooooooow!!!
A porta havia batido com violência! Eu odiava essa porra!!!!!!
Mesmo antes de algum comentário sobre a chuva que viria mais tarde…

Uns cinco minutos após este segundo aviso…
Ao longe, alguns da sala escutaram um barulho seco, mas forte de “lata”!!
Pareceu no momento uma bolada, mas a bola já estava na mochila…

Um minuto depois… Alguém bate à porta:
“ – Com licença, professora?!?!”
Caaaara… Era o Barbosa! Com as mãos para trás e com aquela cara debochada de sempre.
“ – Professora… “Excuse-me”… Um golzinho que está estacionado logo aqui em baixo, encostado no coqueiro é seu?!?!”
“Siiim!” – Responde a professora, desta vez com certo tremor na voz.
“ - Por que??!?!” – Insistiu.

Barbosa com todo o deboche do planeta a responde com outra pergunta:
“ – Professora… Como se diz em inglês… “Caiu um coco no seu carro?!?!?”

Quando ele puxa o coco que escondia…
Depois de dois segundos de silêncio mordaz e absoluto…
“UUuuuuuuuuuuuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhh ha ha ha ha ha ha ha ha aha ha ha… Ra ra ara ara r ara r ara ra… ra ra r ara…
Todos riram MUITO, menos a professora, por motivos que acho serem óbvios!

Ela ainda perguntou…
“ – Amassou?!?!”

O sacana responde rapidamente:
“ – Pouco?!?!?!”
E ela…
“ – Éééé, garoto!!”
Barbosa finaliza com um “fatality”…
“ – Nããããão… Pouco, não… Acabou com o Capô!!!! Já era!!”

Tão rápido, quanto a professora descendo desesperada… Foi a turma em peso rindo MUUUUUUIIITOOO!!!

Até quem não era de zoar… não se aguentou!!
Não foi a notícia em si - inclusive triste por conta do prejuízo da professora – mas… a forma de transmiti-la que o Barbosa imprimiu… foi de MATAR!!

Enfim…

Que dia… “quase” perfeito!!! He he he
Saudades, Teacher!!!
Saudades, Barbosa!!!
Saudades, Coco!!
Saudades, golzinho batedeira!!!!

Carlos Montalvão

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Cheguei atrasado ao Colégio!



Atrasado... Quem nunca?!?

Segunda, 12:40h e eu ainda nem havia chegado ao Meier! Mesmo com o músculo glúteo perfeitamente quadrado depois de uma viagem da Penha à Engenho Novo – via 622 (Penha – Saens Peña) de apenas 1:20h de duração até Del Castilho… Faltavam dez minutos para o início da primeira aula (primeiro tempo).

Careca… Esporro… Famosa sala do Maranhão (era o diretor e não o Estado!) isso tudo e mais mil coisas passavam na minha cabeça, mas… preciso voltar um pouquinho no tempo.

Sexta-feira, Seu Sergio passou nas salas avisando que a tolerância com atrasos havia se esgotado, portanto a partir da próxima segunda – feira (a segunda em questão), ele não mais ria complacente com atrasos de qualquer natureza. 

Depois de muuuuuito futebol, pipa e videogame no fim de semana, eu só precisava sair um pouco mais cedo e… tranquilamente não dar sopa ao azar!
Pois bem… Cheguei ao ponto – em frente ao antigo supermercados Sendas (hoje Guanabara) na Penha - duas horas e meia antes do horário de fechamento dos portões, tempo de sobra para chegar tranquilo e, quem sabe uma partidinha de búlica, ou balizabol (posteriormente explicarei essas modalidades esportivas do CPII E.N), mas… Nesse dia entenderia duas questões básicas que nós, alunos do Pedro II, passaríamos por um bom tempo: Gratuidade nas linhas de ônibus.

O raciocínio para qualquer ser pensante é simples: Lei da gratuidade à época era para alunos da Rede Pública de Ensino. Ok! Não sendo colégio particular… a gratuidade estava assegurada, desde que uniformizado e caderneta escolar apresentada ao motorista (nesta época a entrada de passageiros – a roleta com o trocador – ficava na parte traseira do coletivo, portanto entrávamos pela porta dianteira – porta de saída de passageiros pagantes).

Não citei – propositadamente – o implorar, a súplica, a sorte… sei lá o quê, já que os motoristas e os donos das empresas de ônibus achavam que o CPII não era público, ou que ainda, por ser da esfera federal, equivocadamente não teríamos direito a gratuidade nestes.

Como o ideal não é parente do real… Todo aluno desse período suou muito para fazer valer seu direito a gratuidade nos ônibus – por precaução os pais sempre deixavam o dinheiro da passagem nos casos de negativas mais extremadas – muita portas fechadas, motoristas míopes, surdos, mudos, os que nem paravam e os exímios conhecedores das leis: - Colégio particular não pode! Alguns “legais”: - Ó mais só dessa vez!!

Ooooooouuuuu!!!! Oooooooouuuuuuu!!!!

Já era o segundo 622 (Penha – S. Pena) que passara direto do ponto para não dar carona aos alunos – inclusive este escriba que vos escreve. Mas o intervalo entre um e outro que estava me desafiando meus nervos quase de aço.

Blêin… Blêin… Blêin… Porra… Aquele blêin, que se repetiria por doze vezes, era o sino da Igreja Nossa Sra da Penha me avisando, com todo o respeito, que eu estava FODIDO!!! Sim… Doze horas em ponto!

O saldo de quatro ônibus perdidos naquela manhã me fez refletir sobre temas como o meio ambiente, a guerra santa, os conflitos na Alemanha Oriental (sim, ainda existia um muro, mas cairia logo depois), enfim… questões sobre a Terra, Água e o Ar… de tanto tempo ocioso esperando algum motorista “caridoso” que abrisse a porta dianteira.

O quinto motorista abriu!

12:10h… FUDEUUUU!!!

Esse motorista, em questão, era um cara que pilotava muito aquele amarelinho Padron-Alvorada – modelo 1986 – Mercedes-Benz, de Viação N. S. de Lourdes. O cara era o Ayrton Senna dos coletivos.

O cara, além de gente boa, sentava o pé! Ele ainda avisava que aquele era o “rápido”, pois só parava em quatro pontos até o ponto final.
Normalmente um motorista comum percorria o trajeto Penha- Meier em 1:10h – quando bem!

Ele fez em 30 minutos!!! Nunca mais me esqueci dessa corrida, digo, viagem! Tanto que eu só fui lembrar-me do atraso, já no Meier!

O cara era sinistro! Mas eu estava tão atrasado que nem esse record de tempo seria o suficiente para me salvar do atraso. Bastava piscar os olhos para imaginar aquela careca brilhando na minha frente!

Bem… 12:40 e chegando ao Meier – Igreja Sagrado Coração de Maria. Já nem sabia mais a que santo recorrer àquela altura.

Enquanto o piloto socava o acelerador no assoalho do ônibus entre as estações do Meier e Engenho de Dentro, antes do Buraco do Padre, eu relaxei! Pensei… Que se foda!!! Se me deixarem entrar… Ok! Caso não… Ok, também!! O que de pior poderia acontecer?!?!

Puuuuuuuuuuuuuuffffffffff!!!

Que porra é essa?!?!?

O pneu do ônibus furou antes dele atravessar a Barão do Bom Retiro!!!
O motorista olhou para trás, havia uns seis, ou sete passageiros e então o anúncio:
- Pessoal, o pneu furou! Vamos ter que aguardar o próximo! - disse o piloto!!

Foi a deixa para eu descer do ônibus e como um Puro sangue inglês e galopar a mil subindo a rua até o Colégio – uns dois quarteirões acima.
13:10h inacreditavelmente o portão ainda estava aberto e, sem pensar entrei esbaforido, ainda que no auge dos meus 13 anos, bem exausto física e mentalmente, quando que no Hall de entrada… 

- Pssssssssiu!!!! Pssssssssssiiiiiiiiuuu!!! Meu filhoooo, vais aonde correndo assim?!?!

Inocentemente, quase gago, respondi:
Subir para para para a sala!!!

Seu Sérgio quando queria – nem sempre era assim – resolvia os problemas de uma forma muito peculiar. E nesse dia fui agraciado com uma dessas formas.
- Meu filho… Vem cá! Vem cá! Vamos tomar uma água ali! Você está todo suado, vermelho! Você está bem?! Veio correndo?!

Pensei: FUFU!

Com a mão no meu ombro, ele me conduziu à diretoria.

Pensei: Se eu for suspenso, ou expulso… Meu enterro será amanhã!

- Boa tarde, professor Maranhão?!?! Cumprimenta Seu Sergio ao bater na porta.

- Boa tarde, Sérgio! Entrem. Respondeu o diretor.

Aqueles quadros, sua mesa de madeira maciça de mogno – que parecia ter sido esculpida e talhada ali mesmo pelo marceneiro do imperador e livros! Muitos livros! O cheiro era bem característico e amadeirado. Resumindo… Cenário de filme antigo. Ah! Ainda tinha umas três cadeiras ao fundo, ao lado de uma grande estante em mogno, fora as duas que ficavam a frente de sua imponente mesa.

- Professor, o Carlos havia me pedido para conhecer o senhor e seu gabinete e então o trouxe aqui. Ele é um “profundo” admirador da história do colégio e a tradição que temos com a educação, conduta e disciplina do aluno.
- Carlos… Fique à vontade. Qualquer problema e o que precisar, a diretoria estará sempre aberta a você, tá bom?! Você quer uma água? Parece cansado!
Neguei com a cabeça aquelas perguntas, agradeci e, logo saímos eu e Seu Sergio.

Lembro ainda de um último comentário do Seu Sérgio:

- Carlos… tenho certeza que agora você conheceu a trinca de cadeiras e não vai querer repetir a experiência. Comentou um enigmático inspetor.
De forma monossilábica respondi: - Sim!

Então ele devolveu com seu tradicional tom grave de voz:
- Agora… O que é que você ainda está fazendo aqui?!?!?! SUUUUUUUUUUBAAAA!!!

Bem…

Desse dia em diante, nunca mais passaria despercebi nem pelo Seu Sérgio, nem pelo professor Maranhão. (Era, apenas, minha terceira semana de colégio) E, definitivamente, havia entendido que ele não era apenas um inspetor rígido, mas um cara sensacional que por inúmeras vezes, ainda que com fama de disciplinador, fazia questão de ajudar o aluno com este tipo de ensinamento surpreendente, que se multiplicaria ao longo da minha vida escolar durante anos e que contarei mais a frente com mais detalhes.

Obrigado pelos ensinamentos que não se limitavam às salas de aula.
Meu eterno agradecimento e admiração, Seu Sergio! Aonde quer que o senhor esteja!

Ps: Mas esta não seria minha última vez a chegar atrasado!! He he he
Ps2: E outras… e outras… he he

Frente do Colégio Pedro II Engenho Novo (desde o Imperador!! he he)


Ao Pedro II, tudo ou nada?!
Orgulho! Muitas histórias!! Muitas!!
Mudou bastante desde 88, mas o PORTÃO É O MESMO!! he he he

MINHAS LEMBRANÇAS CPII (Engenho Novo)



Minhas lembranças do CPII (1988 - 1998) 0001
(Contos, Casos e Crônicas)

Apresentação das personagens das minhas crônicas

Além de alguns professores emblemáticos e do mais elevado grau de importância ao colégio e para as vidas se forjando ali – só me aterei a detalhes de suas características, resguardando suas identidades. Com o verdadeiro intento de HOMENAGEÁ-LOS neste ou em outro mundo - Obrigado Mestres!

Há também, os amigos – parte fundamental dessa história - sem os quais esse livro não seria possível e por ser benquisto por todos no colégio, ter me tornado um aluno conhecido por todos os demais alunos, professores e diretores. Marcamos uma época neste colégio – do qual me orgulho muito - mas nós alunos, professores, funcionários e diretores passamos e o colégio, com suas lendas, permanecerá independentemente deste texto, no imaginário das pessoas enquanto pulsar esse segundo coração apelidado de CPII.

Nunca fui bom em matemática. Fato.
Afinal, isto que está em suas mãos é um texto e não cálculos de engenharia! He he...

É até fácil para mim e, acredito que para muitos, fechar os olhos e visualizar perfeitamente, aquele senhor baixo, de óculos e blazer antigo e surrado, de voz mansa e adentrando a sala com apenas uma caneta. Sim, uma caneta, enquanto todos os outros professores com quilos e quilos de pastas. Ele, não! Havia quem dissesse que a velhice já o atrapalhava, mas... até hoje não vi outro cara que soubesse mais que ele na ciência dos números. É bem verdade que, durante suas provas ele tinha uma técnica peculiar de controlar a cola: dormia. Contarei detalhadamente mais à frente. E, este mesmo professor foi um dos pilares para a elucidação de um segredo.

E dia ia, dia vinha e, aquele fusca verde claro...

A mesma disciplina nos reservaria outras surpresas, já que só havia... digamos... professores, um tanto quanto, excêntricos.

Uma professora querida de música, mas que sua principal partitura era... literalmente o“chorinho”. Um outro professor brilhante, que por sua causa e seu método de ensino através de desenhos, figuras e gráficos, além da admiração como professor, passei a gostar de biologia, mas que alguns anos depois com uma professora – ou que achava ser – minha admiração pela disciplina acabara abruptamente – que diga o “detesodorante”, não é, Flavinho?!

Monstros sagrados de humanidade e caráter, de aulas espetaculares que as levarei comigo na lembrança para sempre como, “O Cara” da Geografia. Que aula! Que parceiro para todas as horas, os meus mais sinceros agradecimentos L.D. Alguns professores de Português, que a princípio não me compreendiam, mas que depois me estimularam de forma avassaladora à criatividade de meus textos e eis que aqui estou.

Obrigado Mestres por acreditarem naquele aluno que viajava em histórias insólitas, mas com potencial para alguma coisa nessa vida. E, por último… saudades, meu diretor! Não grafadas em letras tipo bastão, mas em Times New Roman - Novos tempos! Também aprendi muito com sua organização e minha caligrafia que é elogiada por onde passo, ou melhor, escrevo! Um ENORME abraço!

Aos amigos, um capítulo a parte não seria um exagero. Escritores renomados que passaram pelas salas do CPII já externaram o sentimento de orgulho, gratidão e saudade. Já os que não passaram, nos invejam – no bom sentido.
O que ele tem de diferente?!
A própria palavra DIFERENTE!
Amigos, amigos, amigos... Amizades que perduram são raras e eu posso dizer que pertenço a este seleto grupo que nutre essas raridades. Graças a Deus!

Espero que eles possam curtir ou, em alguns casos possam me perdoar, mas que, fundamentalmente, revivam os melhores momentos de nossas vidas, sintam-se homenageados, pois sem eles, eu nada seria.

Não me esqueço de nenhum deles, entretanto para esta sequência de crônicas em questão, apenas alguns serão citados, através de pseudônimos, ou não, resguardando suas identidades, já que cada um seguiu a sua real história. Todos, de alguma forma, aparecerão nessas linhas. TODOS!


Pinto,
Mais que um amigo, um irmão. Cara de personalidade forte – uma maaarra! - e de um coração ENORME, maior que sua cabeça! rs. E, como tal, um dos cabeças da nossa irmandade. Para variar, não era lá um nerd. Ele sabia se virar, às vezes falhava, né?! E aí... entrava a força da amizade (justiça: em Matemática ele era bonzinho!), sim, dávamos nosso jeito para que nenhum de nós naufragasse e, principalmente para nos mantermos juntos. É bem verdade que para conseguirmos abraçá-lo, íamos para a quadra no recreio para jogar o famoso balizabol (Modalidade esportiva tradicional do CPII jogado em duplas, por vezes trios posicionados como num jogo de Vôlei, ao invés de uma rede separando os times... Havia a trave e valia condução! Ah!! A bolinha era, geralmente, feita de papel) e só quando estávamos em 20 colegas de mãos dadas formando uma grande roda, quando um gritava: “-Vamos dar um abraço no Pinto!!” - Ele ficava pra morrer!! Cismava que era jogador, com aquelas perninhas arqueadas! Vascaíno – quase doente. Até que jogava direitinho – não mais que eu! He he he.
Irmão... Sei que você vai querer me matar!! Mas… te amo!
Muitos outros predicados lhe caberiam, mas seria necessário mais um livro. Um cara muito especial, um irmão que amo de coração!!

Pepe,
Um cara singular. Não existe no mundo alguém mais generoso e preocupado com os amigos do que ele. Sempre foi pau para toda obra. Cara articulado, muito político, mesmo com aquela enorme mochila redley-packs, quase um caramujo – desenrolava, abria todos os contatos – cabiam umas duas mochilas dentro dessa. Cara especial, que NUNCA se omitia. Eu e ele tínhamos no humor a nossa maior sintonia, mesmo ele, Fla e eu, Flu – conseguíamos falar a mesma língua! Corrigindo... Até hoje! he he...
Ele é merecedor de tudo de bom que a vida pode lhe proporcionar, já que como aluno... suou muito! rs... E sempre estava presente aos shows especiais de “Tony Garcia” e “Steve B” no Méier em frente à antiga Mesbla! Bons tempos. Que saudade! Moras no meu coração, irmão!

Gema,
Um cara sensacional. Chegou em dose dupla e de pára-quedas. Soou estranho?! Mas é que foi quase isso! No meio de uma prova de Francês, o inspetor bate à porta, pede licença à professora e adentram a sala dois moleques IGUAIS e... logo algum engraçadinho gritou: - Ih... É gema!!! E ficou!! Inteligente, sagaz, mas leeeento! (no bom sentido!) Ótimo humor! Não preciso nem dizer, sempre um PARCEIRÃO, AMIGAÇO! Igualmente difícil de achar alguém com seu caráter, amigo e desde essa época, um desportista. Chegou a caminhar do Encantado a Tijuca (Contarei mais a frente essa proeza!!) – um atleta! Pena não ter participado do desfecho do segredo, já que se transferiu de unidade. Mas... Gema, o Egon sempre ganhou do Bob Nelson!! he he. Sabe que somos quase trigêmeos!! Amor do tamanho do universo!! He he

Guiga,
O mais louco da galera. Kamikaze! Mas consciente de tudo a sua volta. Um mestre do disfarce. Protagonizou várias histórias comigo de ressurgimento das cinzas. Seu pai que o diga – Bons tempos. Sem falar, que era o mais medroso. Ele falava que era tudo calculado. E, por conta desta peculiaridade, quase nos quebra as pernas, mas sobrevivemos sem nenhum ressentimento, pois nada abalava nossa amizade. Até pensamos em jogá-lo do terceiro andar, mas passou! rs. Um cara de coração enorme, parceiro, sempre envolvido com vários esquemas (sempre tinha uma “situaçãozinha”) e como aluno, também ralou muito – Saudade daquelas peladas em sua casa!! Também te amo, cara!!!

Sander e Marcel,
Merecem a lembrança por serem parceiros nas horas boas e ruins. Figuraças! Infelizmente, não estavam no momento de elucidação dos segredos. Mas, aqui fica a lembrança do amigo. Saudades.

Winston,
Cara à moda antiga! Não tinha tempo ruim para esse moleque! Topava todas. Algumas vezes até se sacrificando em prol da galera. Cara muito 10!! Apesar de não ter participado diretamente da elucidação, mas sua contribuição teve muita importância! Coragem pura! Mestre na dissimulação e transitava em vários setores com desenvoltura conseguindo alianças e ferramentas importantes para o grupo. Um amigo especial. Wiiinssstooooonn!!!!! Só para não perder o hábito! He he

As meninas, Ah as meninas! Não citarei nomes, pois só ficaram sabendo, muito tempo depois e, inclusive, algumas só saberão de posse deste livro. Mas as agradeço pela cumplicidade, parceria, amizade. Todas minhas amigas tiveram muita importância em todo o processo culminando neste livro, ou livros. Obrigado Rê, Ri e Lu; Mar, Mô e Cla; Ari, Ta e Tha; Mi… Saudades! Beijos!

A todos os demais amigos que, de certa forma, participaram, sintam-se acarinhados também. Saudades de todos!

E... Eu,

Sei que ao longo dessa louca aventura vocês conhecerão mais um pouquinho da minha história. Mas, posso adiantar alguma coisa.

Nunca imaginei entrar neste colégio, mesmo porque, quando eu estava começando a me adaptar ao colégio anterior (Instituto Relvas - grande importância na minha história e com amigos até hoje)... fiquei sabendo que teria que sair. Já tinha bons amigos lá. Relutei em vão. E, hoje, afirmo com todas as palavras que...
Não seria o que sou hoje sem o Pedro II na minha vida!!

Sempre fui muito tímido - a princípio - o que me atrapalhava inicialmente na conquista de território, principalmente naquele cenário. Comecei pelo básico... o futebol, claro! Uma das mais eficazes ferramentas socializadoras que conheço. Tanto nas aulas de Ed Física, quanto nas peladas, ora na quadra, ora na calçada da Igreja (lembro que a Unidade em questão é a de Engenho Novo). Deu certo! Em pouco tempo já estava enturmado. Bendita pelada!!

E então, a partir daí começou tudo! As fortes amizades nasceram ali, dentre apelidos, festas, algum estudo, muita bagunça (Obs: Por favor, senhoras e senhores não tentem reproduzir isso em casa, muito menos no colégio – minha mãe pediu para incluir esta observação) e, consequentemente, muita história – Graças a Deus!

Questionador por natureza, senso crítico aguçado, já desde essa época, sonhador, tentava dar um tranco na inteligência (he he he) e um quase Indiana Jones, sempre gostei muito de desvendar mistérios, caçar informações, pistas que a história nos brinda.

E de tímido a amigo de todos, razoavelmente benquisto pelos colegas e professores - salvo apenas um ou dois (quem quiser saber me mande um e-mail que respondo), diretores, a tal ponto que me conheciam sem que eu os conhecesse. Fama por qual motivo?! Não sei! Talvez pelos anos iniciais da galera. Ou mesmo o futebol... Não sei!

E como descobri coisas sobre esse colégio! Haja material! Parece até ficção! Ou não!

Eis aqui um pouquinho das memórias deste escriba!
Aguardem cenas dos próximos capítulos!!! he he he

Carlos Montalvão